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terça-feira, 5 de abril de 2016

Sensoriamento remoto - resumo - Alunos dos 1º A e B

O SENSORIAMENTO REMOTO:  A DEMOCRATIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
Nunca a superfície do nosso planeta esteve tanto à disposição do olho humano como atualmente. Nunca tantos puderam conhecer essa área em detalhes, como agora. Na internet, um programa específico (Google Earth) dá acesso ao cidadão comum a praticamente toda a superfície terrestre, com um nível de detalhe que permite até identificar nossas ruas e casas. Isso é extraordinário e novo.
Se tal informação está disponível ao cidadão comum, obviamente outras, mais sofisticadas, estão sob o controle de agentes sociais poderosos, como os Estados (órgãos especializados), institutos de pesquisas e grandes empresas. Que meios permitem essa ampliação do olho humano sobre o seu planeta? O sensoriamento remoto é a tecnologia que consegue apreender o espaço a distância.
A tecnologia que mais revolucionou recentemente essa apreensão do espaço a distância foi a imagem de satélite. São elas que abastecem o Google Earth e também permitem, por exemplo:
·         Acompanhar os fenômenos atmosféricos;
·         Monitorar desmatamentos e queimadas;
·         Identificar inimigos em situação de guerra e alvejá-los com mísseis.
Seus usos podem multiplicar-se, sua aplicação científica é imensa, em especial para estudar fenômenos geográficos. As imagens de satélite podem nos dar a localização deles e ser base importante para produzir mapas.
Elas são instrumentos de controle territorial, logo, se associam às formas de poder e a diversos interesses. Alguns países e algumas empresas dominam essas tecnologias, enquanto outros não, e isso é um problema. Um exemplo já bastante conhecido é o constante monitoramento remoto sofrido pelo Brasil com relação à diversidade biológica da Floresta Amazônica, assim como as informações privilegiadas que os EUA conseguem com relação ao território iraquiano, o que favorece o controle daquele país sobre as áreas de petróleo.
Mas, como foi ressaltado anteriormente, esse conhecimento está deixando de ser monopólio apenas dos poderosos. O fato de discutirmos no universo escolar, sobre o funcionamento do sensoriamento remoto, já é um passo na democratização de suas informações.
Como foi obtida essa imagem de satélite do mundo à noite? (CA pág 29). As imagens de satélite, como o próprio nome diz, são obtidas por meio de satélites dotados de sensores óticos colocados na órbita terrestre pelo ser humano. Países e empresas podem ser seus proprietários. As imagens de satélite são conhecidas como produtos do sensoriamento remoto orbital.
Leitura e análise de texto e quadro (CA, p. 31)
Sensor: equipamento que capta a radiação eletromagnética transformando essa informação em dados digitais.
Radiação eletromagnética: é uma forma de propagação de energia que permite a percepção, pelo sensor do satélite, das feições da superfície da Terra.
Suborbital: termo utilizado para caracterizar os equipamentos que captam as informações da superfície sem completar a órbita do planeta; as fotografias aéreas e as imagens de radar são exemplos de produtos obtidos de sensores suborbitais.
Satélite: o significado de satélite é “corpo celeste que gravita em torno de outro”; no caso do sensoriamento remoto, o satélite significa um objeto artificial que gravita ao redor da Terra captando informações sobre a superfície.
Bacia de drenagem: é composta pelos rios e seus afluentes e tem seu fluxo direcionado pelo relevo a um único ponto de saída.
Fibra ótica: é utilizada para a transmissão de dados por meio de cabos muito finos feitos de vidro, que conduzem feixes de luz a uma grande distância, utilizando-se de um fenômeno óptico conhecido como refração total.

Vulnerabilidade ambiental: é a suscetibilidade de um determinado lugar a sofrer impactos negativos resultante de fatores físicos, sociais, econômicos e ambientais.

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