TEXTO PARA OS ALUNOS DO 2ºs A, B, C e D
COPIAR OU IMPRIMIR, O IMPORTANTE É TER NO CADERNO.
ERA
RIO BRANCO – BARÃO DO RIO BRANCO
José
Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, foi professor,
político, jornalista, diplomata, historiador e biógrafo. Nasceu no
Rio de Janeiro, RJ, em 20 de abril de 1845, e faleceu na mesma
cidade, em 10 de fevereiro de 1912. Rio
Branco era filho de José Maria da Silva Paranhos, o visconde do Rio
Branco.
Em
1869, foi nomeado promotor público de Nova Friburgo. No mesmo ano
acompanhou, como secretário da Missão Especial, o visconde do Rio
Branco ao rio da Prata e ao Paraguai. No mesmo caráter se manteve,
em 1870 e 1871, nas negociações de paz entre
os
membros da Tríplice Aliança e o Paraguai
Em
1884, recebeu a comissão de delegado à Exposição Internacional de
São Petersburgo e, depois de proclamada
a República,
foi nomeado, em 1891, em substituição do conselheiro Antonio Prado,
superintendente geral na Europa da emigração para o Brasil, cargo
que exerceu até 1893.
ARGENTINA
E AMAPÁ
Em
1893, Floriano
Peixoto
escolheu Rio Branco para substituir o barão Aguiar de Andrade,
falecido no desempenho da missão encarregada de defender os direitos
do Brasil aos territórios das Missões. A questão, nos últimos
dias do Império, fora submetida ao arbitramento do presidente
Cleveland, dos EUA, como resultado do tratado de 7 de setembro de
1889, concluído com a Argentina.
Rio Branco, encarregado de advogar os pontos de vista brasileiros, apresentou ao presidente Cleveland uma exposição, acompanhada de valiosa documentação, reunida em seis volumes, A questão de limites entre o Brasil e a Argentina, obra que muito contribuiu para o laudo arbitral de 5 de fevereiro de 1895, inteiramente favorável às pretensões brasileiras.
Em 1898, foi encarregado de resolver outro importante assunto diplomático: a questão do Amapá. O Tratado de 10 de abril de 1897 escolheu para árbitro da questão o presidente da Suíça. Rio Branco vinha estudando a questão do Amapá desde 1895. Ao chegar a Berna, apresentou uma memória de sete volumes. A sentença arbitral, de 1º de dezembro de 1900, foi favorável ao Brasil, e o nome de Rio Branco foi colocado em plano de superioridade em relação a qualquer outro político ou estadista brasileiro da época.
Rio Branco, encarregado de advogar os pontos de vista brasileiros, apresentou ao presidente Cleveland uma exposição, acompanhada de valiosa documentação, reunida em seis volumes, A questão de limites entre o Brasil e a Argentina, obra que muito contribuiu para o laudo arbitral de 5 de fevereiro de 1895, inteiramente favorável às pretensões brasileiras.
Em 1898, foi encarregado de resolver outro importante assunto diplomático: a questão do Amapá. O Tratado de 10 de abril de 1897 escolheu para árbitro da questão o presidente da Suíça. Rio Branco vinha estudando a questão do Amapá desde 1895. Ao chegar a Berna, apresentou uma memória de sete volumes. A sentença arbitral, de 1º de dezembro de 1900, foi favorável ao Brasil, e o nome de Rio Branco foi colocado em plano de superioridade em relação a qualquer outro político ou estadista brasileiro da época.
MINISTRO
DAS RELAÇÕES EXTERIORES
Em
31 de dezembro de 1900 foi nomeado ministro plenipotenciário em
Berlim. Em 1902 foi convidado pelo presidente Rodrigues
Alves
a assumir a pasta das Relações Exteriores, na qual permaneceu até
a morte, em 1912.
Logo no início de sua gestão, defrontou-se com a questão do Acre, território fronteiriço que a Bolívia pretendia ocupar, solucionando-a pelo Tratado de Petrópolis. A seguir, encetou negociações com outros países limítrofes, cujas fronteiras com o Brasil suscitavam questões litigiosas. Seu empenho encerrou as velhas disputas que o Brasil mantinha com quase todos os países da América do Sul.
Em 1901, apesar dos esforços e do valor intelectual do plenipotenciário brasileiro, Joaquim Nabuco, a questão da Guiana Inglesa foi resolvida, por laudo do árbitro Victor Emanuel, rei da Itália, contra o Brasil. Rio Branco, no entanto, soube entender os motivos do laudo que despojava o Brasil de uma parte do seu território e deu a Joaquim Nabuco a compensação de nomeá-lo embaixador do Brasil em Washington.
Logo no início de sua gestão, defrontou-se com a questão do Acre, território fronteiriço que a Bolívia pretendia ocupar, solucionando-a pelo Tratado de Petrópolis. A seguir, encetou negociações com outros países limítrofes, cujas fronteiras com o Brasil suscitavam questões litigiosas. Seu empenho encerrou as velhas disputas que o Brasil mantinha com quase todos os países da América do Sul.
Em 1901, apesar dos esforços e do valor intelectual do plenipotenciário brasileiro, Joaquim Nabuco, a questão da Guiana Inglesa foi resolvida, por laudo do árbitro Victor Emanuel, rei da Itália, contra o Brasil. Rio Branco, no entanto, soube entender os motivos do laudo que despojava o Brasil de uma parte do seu território e deu a Joaquim Nabuco a compensação de nomeá-lo embaixador do Brasil em Washington.
DEFININDO
O CONTORNO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO
Veio,
depois, uma série de tratados memoráveis: em 1904, com o Equador;
em 1906, com a Guiana Holandesa; em 1907, com a Colômbia; em 1904 e
1909, com o Peru; em 1910, com a Argentina. Ficavam definidos, de um
modo geral, os contornos do território brasileiro, assim como, com
pequenas alterações, ainda hoje subsistem.
Além da solução dos problemas de fronteira, Rio Branco lançou as bases de uma nova política internacional, adaptada às necessidades do Brasil moderno. Foi, nesse sentido, um devotado pan-americanista, preparando o terreno para uma aproximação mais estreita com as repúblicas hispano-americanas e acentuando a tradição de amizade e cooperação com os Estados Unidos.
Além da solução dos problemas de fronteira, Rio Branco lançou as bases de uma nova política internacional, adaptada às necessidades do Brasil moderno. Foi, nesse sentido, um devotado pan-americanista, preparando o terreno para uma aproximação mais estreita com as repúblicas hispano-americanas e acentuando a tradição de amizade e cooperação com os Estados Unidos.
A
Tríplice Aliança foi a união entre Argentina, Brasil e Uruguai,
para lutar contra o Paraguai na Guerra do Paraguai, entre 1864 e
1870.